Estamos sempre a tempo de melhorar, mas não há tempo a perder!

Dispositivos, notificações, apps, alertas, multiplataformas… É impressão nossa ou o tempo acelerou? A resposta científica (e mesmo essa já é posta em causa) é clara: o tempo é um conceito dinâmico, é a nossa perceção que estica ou encolhe cada momento que vivemos conforme a situação ou estado de espírito. E porém, a constatação geral é de que no tempo dos nossos pais ou avós a vida desenrolava-se com mais calma.

Gestão de tempo

Se fizermos uma análise muito ao de leve, podemos notar alguns pontos fulcrais desta mudança: a entrada da Mulher no mercado de trabalho nos anos 70; a revolução tecnológica e a massificação de postos de trabalho em serviços do sector terciário. O que parecia uma libertação, uma facilitação dos processos, acabou por acarretar um lado sombrio. Por muito tempo, celebrou-se a figura do empresário dos sete instrumentos, capaz de conciliar diferentes funções, estar em todo o lado ao mesmo tempo, ter sucesso, não descurar a família e ao fim do dia ainda desfilar com um sorriso enérgico para que os amigos e concorrentes se pudessem interrogar embasbacados – “Como é que ele/a consegue?!”.

O trabalho acompanha-nos até casa, umas férias nas quais conseguimos fazer um shutdown completo às tecnologias parece uma miragem à qual poucos conseguem colocar em prática… Mas atualmente sentimos uma brisa de mudança. Começa a haver uma noção clara, mesmo entre as chefias, que por vezes a “tarefa” mais produtiva a fazer é desligar do trabalho e arejar as ideias. Nadim Habib, economista, consultor e professor na Nova SBE, declarou em entrevista ao Observador que as empresas têm de ser geridas com mais “ciência” e “menos heroísmo”. E isso significa abdicar de menos tempo em funções arcaicas, devido a uma não optimização dos processos e recursos.

O tempo é o nosso recurso mais valioso, mas também o mais escorregadio por entre os dedos. O tempo não gosta de estar quieto, e sempre que possível vai preferir viver em estado selvagem. Recordem o jardim que não é tratado: em breve está coberto de ervas daninhas, arbustos desordenados que nos dificultam a passagem. O tempo aponta ao caos, a falta de tempo gera-o. O nosso esforço mais quotidiano e ao mesmo tempo mais heróico é travar essa engrenagem, remendar todas as falhas, fazer prevalecer a ordem. E claro, toda a ajuda é bem-vinda. As entradas deste blog servem para discutir as funcionalidades da bemarca e as formas como esta ferramenta pode ser útil na organização e otimização do nosso negócio. Mas também para partilhar insights, promover o debate e criar uma comunidade.

Dispense uns minutos a acompanhar-nos, vai ver que dará esse tempo por bem empregue.

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